domingo, 28 de março de 2010

Plenitude Volátil


Ser enquanto sou
Como posso deixar de ser
Algo que presumi que seria?
Como posso querer ser
Algo que jamais imaginei?

Querer enquanto tenho
Como posso querer-te
Sem saber que existia?
Como posso deixar-te
Se és meu coração?

Calar enquanto tenho voz
Como posso amar em silêncio
Se existem gritos aqui dentro?
Como posso ter voz
Se teu amor me consome por inteiro?

Contentar com o que não tenho
Como posso interar-me
Se o que mais desejo não me vem?
Como posso ter
Se já não habita mais aqui?

Tenho tudo que quero
O que necessito me falta.

Leticia Duns.

6 comentários:

cepa disse...

Adorei essa poesia!
E curti esse seu novo modo de escrita!
Bjs

Camila disse...

Como posso deixar-te
Se és meu coração?

iso me da uma certa agonia
amei aki

bejoos

Descobrindo Um Novo Ser Lunático disse...

Muito obrigado "Cepa", legal que gostou, essa poesia saiu tão espontânea que nem percebi que havia mudado a maneira de escrever, agora que falou notei uma diferença ... rsrsrsr

Beijossss
Leticia Duns

Descobrindo Um Novo Ser Lunático disse...

Camila, espero que volte sempre, a casa é sua viu!

Gosto mesmo de causar isso quando falo de amor, acho esse sentimento um pouco egoísta mas o que seríamos sem ele?

Muito obrigado !

Beijos
Leticia Duns.

A. Reiffer disse...

Obrigado pela visita e comentário. Ótimo este teu poema, os dois últimos versos são arrebatadores. Vou acompanhar teu blog. Abraços!

Descobrindo Um Novo Ser Lunático disse...

Valeu !!! Adorei teu blog, sempre passo por lá !!!

Realmente nesses dois versos consegui passar transparentemente o que queria !!!

Mto obrigado!
Abraços Leticia Duns.