quinta-feira, 4 de julho de 2013
Silêncio
Vejo. (Às vezes até coisas que não se vê)
Penso.
Mas se penso, vejo que devo falar.
As palavras vêm, a boca bloqueia,
Ou será o pensamento?
Falo. (Às vezes até o que não se deve)
Ainda assim falo.
Mas dentro (lá no pensamento),
Ainda ficam algumas palavras...
Elas devem ser ditas.
Calo. (Às vezes é conveniente)
Mas vejo que se falo, as pessoas calam.
Assim fica o SILÊNCIO.
Silêncio das palavras paradas.
Silêncio das palavras caladas.
Silêncio.
Apenas.
Leticia Duns
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Tem dias em que não quero me arrumar
Noutros quero olhar-me narcizamente
Tem dias em que aturo tudo o que vier
Noutros até um fio escondido de ironia me tira de orbita
Tem dias em que é melhor ficar em casa
Noutros quero mesmo é sair da gaiola
Tem dias que é melhor não pronunciar palavra
Noutros, falo até o que não pensei
Tem dias que quero dia
Noutros prefiro noite
Tem dias que quero falar
Noutros, calar.
Noutros quero olhar-me narcizamente
Tem dias em que aturo tudo o que vier
Noutros até um fio escondido de ironia me tira de orbita
Tem dias em que é melhor ficar em casa
Noutros quero mesmo é sair da gaiola
Tem dias que é melhor não pronunciar palavra
Noutros, falo até o que não pensei
Tem dias que quero dia
Noutros prefiro noite
Tem dias que quero falar
Noutros, calar.
Silêncio...
Leticia Duns.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Idade
No alto da superficialidade
Por entre a naturalidade
Enrolado na normalidade
Enfiado na cotidianidade
Remontando a realidade
Dizendo ser verdade
Essa grande divindade
Carrega leviandade
No sopro das palavras: Idade
Superficial natural normal cotidiana real verdade, divina
leviana a idade.
Leticia Duns
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Fez-se Céu - Abismo
Tenho um quê de tristeza
E sonho se foi como espuma
Dissipou entre eu e você
Assim se fez sua lua.
De raiz presa ao ar
E solo regado de luz
Nasceu doutra maneira
A planta que de ti canta
E emana essa doçura.
Está crescendo um vazio
Dessa sua multidão
Vejo por perto sua sombra
E de ti, nada a acompanha.
Sentimento vazio,
Lamentavelmente radiante
Como lua que se fez de ti
Valente corre em minhas veias.
Tenho um quê de tristeza
E sonho se foi como espuma
Dissipou entre eu e você
Assim se fez sua lua.
Leticia Duns
sexta-feira, 20 de abril de 2012
19/04/2012
Os cachorros estão latindo lá fora
Eu observo a noite pela janela
Tento entendê-los (a noite e os cachorros)
Mas a sonolência me vence.
Aos poucos vou caindo no chão
Adormeço ouvindo cachorros cantando
E sentindo o frio qie a noite sopra pela fresta da porta
Como os entenderia?
Fico imóvel, sem emoçaõ, estático no chão.
Amanhece, esqueço que a noite cantou a solidão.
Percorro o dia... Sem saber já esperando...
Os cachorros latindo, a noite sombria e a sonolência...
Sempre me vencem !
Leticia Duns
terça-feira, 10 de abril de 2012
Voou...
Fez-se de vento
Por onde passou amor
Levou na brisa lisa
Com cheiro de flor
A leveza dessa dor.
Trouxe e leva
Na mesma sensação
Na mesma intensão
A dor do coração
Que fez-se vento
Para varrer a solidão.
Leticia Duns.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Não sou mais quem fui
Existir nas sensações
Andar nas linhas
Descobrir suas rimas
Relembrar emoções
Viver em canção
Em tom
Em qualquer coração
Num caminho de som
Pensei em criar
Rimando idades
Cantando saudades
Decifrando olhar
Mas acabei cantando
Casa Caiada *
Esquecendo...
Sempre parada.
Andar nas linhas
Descobrir suas rimas
Relembrar emoções
Viver em canção
Pensei em criar
Rimando idades
Cantando saudades
Decifrando olhar
* Casa caiada é música da banda pernambucana Mombojó.
O título desta poesia é parte integrante da música Casa Caiada.
Leticia Duns
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
1 Segundo
Na fresta que deixou
Um caminho se forma
E a vida deslancha
Uma única via
Sem vida, sem volta
Sem ao menos resposta
Um trilho, meio fio.
Uma linha, sem desvios
Caminho sem espaço
Assim como um lapso
Fica sem mar nem beira
Sem flor e cheiro
Sem ar nem vida
Frio e escuro
Com um fio de luz
Que além, brilha
Mas continua a fresta
Que o brilho tira.
Leticia Duns
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Água Multicor
Olho para o céu cinza de um dia colorido
Penso como seria se tudo isso mudasse
Numa fração de palavras suas.
Sei que isso jamais aconteceria....
Você nunca soube conversar,
e também nunca soube ouvir verdadeiramente.
Mas lembrando de seus lábios falantes
Penso como letras e números lhe escorriam
Boca a fora... Palavras jorradas como água.
Sem valor, sem sentimento e consentimento.
Olhando agora, vejo que não cinza é o céu
De boca e lábios e linguas coloridas.
Mas percebo que é algo que não conheço,
Não desvendo e não quero voar
Nesse céu multicolor de descrença e manipulação.
E termino preferencialmente assim, sem cor.
Leticia Duns.
Penso como seria se tudo isso mudasse
Numa fração de palavras suas.
Sei que isso jamais aconteceria....
Você nunca soube conversar,
e também nunca soube ouvir verdadeiramente.
Mas lembrando de seus lábios falantes
Penso como letras e números lhe escorriam
Boca a fora... Palavras jorradas como água.
Sem valor, sem sentimento e consentimento.
Olhando agora, vejo que não cinza é o céu
De boca e lábios e linguas coloridas.
Mas percebo que é algo que não conheço,
Não desvendo e não quero voar
Nesse céu multicolor de descrença e manipulação.
E termino preferencialmente assim, sem cor.
Leticia Duns.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Lembrança
Quando cai essa chuva fininha
Olho pela janela e lembro.
Quero brincar, correr, pular
Ir na rua andar de bicicleta.
Comprar bala, chiclete, pirulito
Lá na venda do Tião.
Brincar de esconde-esconde
Só para achar a Amanda
Que é sempre a primeira
A ser achada.
Cantar em roda com meus primos
Aquela musiquinha do peixinho.
É mais ou menos assim:
Se eu fosse um peixinho, soubesse nadar
Colocava a Luana no fundo do mar
Se eu fosse um peixinho, soubesse nadar
Colocava a Biu no fundo do mar
Se eu fosse um peixinho, soubesse nadar
Colocava o Jefferson no fundo do mar
Depois que está todo mundo no fundo do mar
Vai tirando um a um, até ficar uma pessoa só
Mais ou menos assim:
Se eu fosse um peixinho, soubesse nadar
Eu tirava a Biu do fundo do mar.
Quando sobra uma pessoa só no fundo do mar, canta-se:
Lixeiro, lixeiro...
O engraçado é que a Luana é sempre o lixeiro.
Quando essa chuva está caindo
Fico lembrando...
Estamos brincando de casinha
E prometemos para o Jefferson
Que a gente ia brincar de carrinho e bolinha de gude
Só para ele brincar de casinha com a gente.
Depois da casinha, a gente fugia para não brincar
Dessas brincadeiras de menino.
O Jefferson é o único menino
No meio de tantas meninas.
Ele está com muita raiva.
É legal quando a gente vai na rua
Jogar vôlei e futebol
Andar de bicicleta e de patins
Um par de patins para nós 5.
É engraçado.
Escalar os muros da casa da vó
Fazer bagunça na sala assistindo televisão
E comendo bolinho de chuva ou pipoca.
Bom mesmo, é se divertir
No balanço improvisado.
Tio Marcos, César, Isaías, Saulo
Quando o balanço quebra
O primeiro tio que aparece arruma para a gente.
E a bagunça começa novamente.
Quando essa chuvinha caí
Às vezes nos escondemos na casa da vó
Para brincar de escolinha
A Dani e a Ednice adoram ser professoras
E a gente aprende com elas.
Nesses dias de chuva, às vezes
Sentamos no chão e ficamos pintando
Revistinhas de desenhos com canetinha colorida
Que a Amanda trouxe da casa dela.
É o máximo. Cada qual pintando sua princesa.
E se vendo, princesa.
Só é ruim mesmo
Quando a chuva fininha começa
E a gente sai correndo
Cada um para sua casa.
E fica olhando pela janela.
Esperando o último pingo de chuva cair
Para sair no quintal e começar tudo de novo.
Quando cai essa chuva fininha
Adoro ir para a primeira janela que vejo
E olhar lá para fora, esperando a última gota cair
Por que sei que quando isso acontecer
A sensação que terei é aquela
Que sentia quando saía correndo para o quintal
Para começar tudo de novo !!!
Começar a se divertir
Começar a sorrir
Começar a ser sempre feliz
Como uma criança...
Leticia Duns
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Relembrando
Ás vezes é preciso largar a vaidade
Largar os erros e medos
Falar e enfrentar
Deixar para depois os desatentos
É preciso deixar de ser fraco
De recair por besteira
De magoar com silêncio
De deixar sem palavras
É preciso sair de si e entrar noutro
Entender o que se passa do lado de lá da rua
Sentir as palavras por outro ouvido
Calar a insegurança e dar outro sentido.
Às vezes é preciso, para mudar
Para saber que somos pequenos
Que somos puramente sentimentais
E para relembrar que....
Vivemos da expectativa do outro. Sempre.
Leticia Duns
Largar os erros e medos
Falar e enfrentar
Deixar para depois os desatentos
É preciso deixar de ser fraco
De recair por besteira
De magoar com silêncio
De deixar sem palavras
É preciso sair de si e entrar noutro
Entender o que se passa do lado de lá da rua
Sentir as palavras por outro ouvido
Calar a insegurança e dar outro sentido.
Às vezes é preciso, para mudar
Para saber que somos pequenos
Que somos puramente sentimentais
E para relembrar que....
Vivemos da expectativa do outro. Sempre.
Leticia Duns
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Canção
Se parar no infinito da saudade
E pensar que está perpetuando,
Se pensar que amar demais é provar
E achar que está perdoando,
Tente lembrar que vida é tudo.
Tudo que move e anda
Corre, circunda e muda.
Muda de cor e sentido,
Transforma saudade em poesia
Transforma amor em melodia
Transforma conceito em linha
Certezas em escultura vazia.
Saudade é pra quem tem (*)
Amor é para quem doa
E o meu, dou-te mais uma vez. (*)
(*) Trechos extraídos da música "Meu amor é teu" de Marcelo Camelo.
Leticia Duns
Leticia Duns
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Escritor Desesperado
Nada para ler
Nada para falar
Nada para ver
Nada para escrever.
Andei, busquei, observei
Nada...
Nada desse tudo me satisfaz
Nada disso me orienta
Nada me sustenta
Tudo é falta
Desapego.
Tento escrever sobre o nada
Por que nada é o que leio,
Nada é o que falo
Nada é o que vejo
Nada é o que escrevo...Leticia Duns
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Infância
Encontrar no brilho de uma estrela
Algo perdido que não quer se achar
Com formas e cores inimagináveis
Com cheiro e sabor de infância.
Ah, a infância
Faz parecer que é fácil
Faz imaginar o que não existe
Faz viver pelo passado
Querendo ser futuro.
Sem encontrar uma fresta de luz
E ainda assim se achar brilhando
Para quem lhe contempla
Na escuridão de uma noite silenciosa.
Silenciosa infância de estrela.
Perdida.
Leticia Duns
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Sons
Na ansia, na sede, na fome
Sem rumo, sem linhas nem nome
Estou na espera da gota cair
Estou rezando pro santo fugir
Sem garra, sem poses nem marras
Esperando, falando, gritando.
Estou fingindo ouvir suas guitarras
Estou sabendo, tanto que garanto.
Estou sem você nem eu
Estou sem eira nem beira
Estou esperando um beijo seu
E que assim sempre me queira.
Leticia Duns
Sem rumo, sem linhas nem nome
Estou na espera da gota cair
Estou rezando pro santo fugir
Sem garra, sem poses nem marras
Esperando, falando, gritando.
Estou fingindo ouvir suas guitarras
Estou sabendo, tanto que garanto.
Estou sem você nem eu
Estou sem eira nem beira
Estou esperando um beijo seu
E que assim sempre me queira.
Leticia Duns
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Música
E apenas ouvir...
Fechar os olhos e sentir
A voz sorridente canta, encanta
Emociona.
Quem canta?
A luz que emana
E torna tudo amor
Do amor, gratidão
Da gratidão, emoção
Da emoção?
A sensação se ali estar
E sentir assim... De olhos fechados
A alegria e o sorriso
De quem tem muito a cantar
Para quem tem muito a ouvir !
Poema escrito inspirada no Pocket Show de Bruna Caram.
Leticia Duns
Fechar os olhos e sentir
A voz sorridente canta, encanta
Emociona.
Quem canta?
A luz que emana
E torna tudo amor
Do amor, gratidão
Da gratidão, emoção
Da emoção?
A sensação se ali estar
E sentir assim... De olhos fechados
A alegria e o sorriso
De quem tem muito a cantar
Para quem tem muito a ouvir !
Poema escrito inspirada no Pocket Show de Bruna Caram.
Leticia Duns
Bruna Caram - Palavras do Coração
Olá pessoal!
Bom, ontem fui ao Show de uma cantora super talentosa, surpreendente, encantadora e iluminada.
Bruna Caram me emocionou em seu Pocket Show na Fnac Pinheiros e confesso, fiquei com gostinho do quero MUITO MAIS...
Ela encerrou sua apresentação com uma linda música digna de chave de ouro, abaixo a letra, vejam que linda! Aiiii como estou inspirada hoje !!!
Palavras do Coração - Bruna Caram
São sorrisos largos
Lagos repletos de azul
Os corações atentos
Ventos do sul
São visões abertas
Certas despertas pra luz
A emoção alerta
Que nos conduz
Lagos repletos de azul
Os corações atentos
Ventos do sul
São visões abertas
Certas despertas pra luz
A emoção alerta
Que nos conduz
Sonhos aventuras
Juras promessas
Dessas que um dia acontecerão
Você me daria a mão?
Todos estes versos soltos dispersos
No meu novo universo serão
Palavras do coração
Os artifícios
Vícios deixando de ser
Os velhos compromissos
Pra esquecer
São pontos de vista
Uma conquista comum
O mesmo pé na estrada
De cada um
Sonhos aventuras
Juras promessas
Dessas que um dia acontecerão
Você me daria a mão?
Todos estes versos soltos dispersos
No meu novo universo serão
Palavras do coração.
Juras promessas
Dessas que um dia acontecerão
Você me daria a mão?
Todos estes versos soltos dispersos
No meu novo universo serão
Palavras do coração
Os artifícios
Vícios deixando de ser
Os velhos compromissos
Pra esquecer
São pontos de vista
Uma conquista comum
O mesmo pé na estrada
De cada um
Sonhos aventuras
Juras promessas
Dessas que um dia acontecerão
Você me daria a mão?
Todos estes versos soltos dispersos
No meu novo universo serão
Palavras do coração.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Essa tal de Inspiração
Longos tempos sem inspiração, mas ela resolveu me visitar hoje e deixar de presente uma poesia...
E não é que gostei?
Espero que gostem do presente que a inspiração me deixou e recebam dela um lindo presente também.
A poesia "Apenas Espere" reabre o blog Descobrindo Um Novo Ser depois de tanto tempo sem postagem !
Deliciem-se e deixem as palavras fluirem .
Leticia Duns.
Apenas Espere
Estava tudo distante,
Mas não pedi que esperasse
Nem que ficasse,
Muito menos que fosse.
Não pedi que esperasse força
Pois o coração é vulnerável às emoções
Não pedi que esperasse meticulosidade
Pois a mente é imensidão de caminhos desconhecidos
Não pedi que esperasse conhecimento
Pois o ser se conhece um pouco a cada dia
Só espere que eu volte
E deixe a esperança em seu coração
E percorra seus caminhos
E te conheça cada vez mais
Assim...
Só espero que me espere
Mas de mim...
Só espere que eu volte,
Um dia...
Mas não pedi que esperasse
Nem que ficasse,
Muito menos que fosse.
Não pedi que esperasse força
Pois o coração é vulnerável às emoções
Não pedi que esperasse meticulosidade
Pois a mente é imensidão de caminhos desconhecidos
Não pedi que esperasse conhecimento
Pois o ser se conhece um pouco a cada dia
Só espere que eu volte
E deixe a esperança em seu coração
E percorra seus caminhos
E te conheça cada vez mais
Assim...
Só espero que me espere
Mas de mim...
Só espere que eu volte,
Um dia...
Leticia Duns
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
E o Amor Ainda Vive.
Foi besteira pensar que se houvesse alguém para esquecer que seria você, foi distúrbio dizer que esquecer faz-se mais fácil quando se está longe pois distante é que se observa os detalhes antes despercebidos e a saudade aperta que até sufoca. É de drama que se faz um amor que se desfaz, e se desfaz fingindo desfazer... Grande enganador é esse amor... Enganador dos bons... Engana-se a si mesmo para não sofrer de si e vendo-se sofrendo, se entrega às lágrimas que não trazem o que se quer, apenas sufocam um amor que quase sem ar vive... Mas ainda assim vive...
Leticia Duns
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